quarta-feira, 2 de maio de 2007

Chávez fala para Papa 'medir suas palavras'

Caracas, 20 - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, aconselhou hoje o papa Bento VX a ser mais cauteloso com suas palavras, dizendo que achou "perturbadoras" as últimas afirmações do pontífice sobre o Islã e a guerra santa. "Acho que o Vaticano deveria esclarecer melhor esta posição porque creio que muitas dúvidas ainda permanecem entre nossos irmãos muçulmanos de todo o mundo", disse Chávez. "Vimos com perturbação as palavras do papa".

"Aqueles cujas palavras têm tanto peso (não deveriam) afirmar algo que possa causar confusão e jogar mais lenha na fogueira", disse o presidente venezuelano à televisão estatal. Chávez e representantes da Igreja Católica na Venezuela sempre tiveram uma relação difícil desde que o presidente foi eleito pela primeira vez em 1998.

O líder venezuelano expressou que gostaria de ter uma boa relação com a igreja, mas já chegou a chamar sua liderança de "tumor". Líderes católicos, em troca, têm sido os principais críticos de Chávez, acusando-o de acumular muito poder. Mais de 90% dos venezuelanos são católicos.


AE-AP


Fonte: Agência Estado

Doze pessoas presas em centro de candomblé em MG

24/01/06 - 11:03



São Paulo, 24 - A polícia prendeu na madrugada de hoje 12 pessoas em um centro de candomblé, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. Ao chegar ao local, os policiais encontraram uma menina de dez anos trancada dentro de um quarto com um adolescente de 17 anos e com um homem. Todos que estavam no centro, inclusive a mãe da garota, estão detidos e acusados de cárcere privado e vão ficar à disposição da Justiça. Foram apreendidos no local um facão, vários celulares, uma capa, balas de revólver e documentos.


Solange Spigliatti


Fonte: Agência Estado

Irlanda solta relatório sobre décadas de abuso na Igreja

25/10/05 - 15:19

Dublin, 25 - O governo irlandês publicou um gigantesco relatório esmiuçando décadas de casos de abuso sexual contra crianças cometidos por padres católicos no sul do país, num escândalo que envolve ex-bispos, policiais e agências do governo. A investigação, que durou mais de dois anos e foi conduzida por um juiz aposentado da Suprema Corte, Frank Murphy, entrevistou mais de 100 supostas vítimas de abusos atribuídos a 21 padres - oito dos quais já morreram - na diocese de Ferns, entre 1966 e 2002.

O ex-bispo de Ferns, Brendan Comiskey, renunciou em 2002, depois de reconhecer não ter se esforçado o bastante para evitar os abusos, particularmente os cometidos pelo padre Sean Fortune, que se matou em 1999, depois de ser indiciado por 66 crimes sexuais contra meninos.

O relatório de Murphy aponta que tanto Comiskey quanto seu predecessor à frente da diocese entre 1964 e 1983, Donal Herlihy, protegeram padres pedófilos. Em 271 páginas, o juiz acusa Herlihy de ter ordenado para o sacerdócio candidatos "claramente impróprios" e que o então bispo diversas vezes transferiu padres acusados para paróquias na Inglaterra.

O texto também afirma que a polícia nacional irlandesa, a Garda Siochana, dificilmente investiga casos contra padres de forma adequada - e que antes de 1988 queixas do tipo sequer ficavam registradas.


AE-AP


Fonte: Agência Estado

Sete cristãos são crucificados em ritual nas Filipinas

06/04/07 - 16:13


San Pedro Cutud, Filipinas, 06 - Sete cristãos foram crucificados voluntariamente nesta Sexta-feira Santa em uma aldeia filipina em ritual para reproduzir a morte de Jesus Cristo. O ato atrai todos os anos milhares de turistas e espectadores.

O ritual é rechaçado pelos dirigentes religiosos das Filipinas, a nação com maior população católica do sudeste asiático. O evento, não obstante, já se transformou em uma das atrações mais esperadas da Semana Santa na localidade de San Pedro Cutud, situada na cidade de San Fernando, a cerca de 70 quilômetros ao norte da capital, Manila.

Os sete devotos foram unidos a cruzes de madeiras com clavas de 10 centímetros molhadas em álcool para evitar infecções. Antes das crucificações, os fiéis percorreram um calvário de 1,5 quilômetro com uma cruz de madeira sobre as costas. Horas antes dezenas de homens sem camisa açoitaram a si próprios em um ritual de flagelação destinado a pagar os pecados.

Uma centena de turistas estrangeiros assistiu aos ritos da Sexta-feira Santa este ano no país. "Aqui levam a religião ao extremo. Em meu país nos dizemos católicos, mas não desta maneira", observou o turista espanhol Gomas de Miguel, um dos espectadores.


AE-AP


Fonte: Agência Estado

Turco atira para o alto em protesto contra visita do papa

02/11/06 - 17:11

Istambul, 02 - A polícia deteve hoje um homem que fez disparos para o ar na frente do consulado italiano em Istambul em protesto contra a programada visita do papa Bento XVI à Turquia. Ao ser detido, o homem, Ibrahim Ak, de 26 anos, disse para as câmeras da agência de notícias Dogan: "Eu não o quero aqui, se ele estivesse aqui agora eu o estrangularia com minhas próprias mãos". E acrescentou: "Dei os tiros por Deus".

Ak, sentado e algemado numa carro da polícia, desejou que seu ato, "Inshallah( Deus queira), seja uma faísca, um empurrão para os muçulmanos". "Se Deus quiser, ele não virá. Se vier, ele verá o que lhe acontecerá, Inshallah." Bento XVI planeja visitar a Turquia de 28 de novembro a 1º de dezembro.

Será a primeira visita de Bento XVI como papa a um país predominantemente muçulmano, apenas dois meses depois de provocar uma revolta generalizada ao citar um imperador medieval que considerava os ensinamentos do profeta Maomé "malignos e desumanos".

O papa já lamentou ter ofendido os muçulmanos e defendeu um diálogo com o Islã. "Esse papa desavergonhado, desonrado, não virá a este país!" gritava Ak, enquanto a polícia o levava para uma delegacia próxima no bairro de Beyoglu. "Estou dizendo aos muçulmanos, ele não virá!"

Guardas de segurança e policiais disseram que Ak jogou o revólver no jardim da residência do cônsul-geral italiano em Istambul, que fica no mesmo complexo do consulado, depois de fazer dois disparos e a arma falhar quando tentava fazer o terceiro.

"Sou um cidadão turco, mas antes disso sou um muçulmano!" bradou Ak.

O porta-voz do Vaticano, reverendo Federico Lombardi, considerou o incidente "um fato isolado, marginal, que não terá qualquer influência na preparação ou no clima envolvendo a viagem".

"Essa viagem é um antigo desejo do papa", afirmou ele, em Roma.

Lombardi acrescentou que um programa detalhado da peregrinação papal será divulgado nos próximos dias.

Ele citou um comunicado divulgado mais cedo hoje pelo Vaticano que tentou afastar sugestões de que o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, estaria esnobando Bento XVI ao se ausentar do país durante a visita do pontífice para participar de uma reunião da Otan. "Uma interpretação negativa do ponto de vista da Santa Sé não se justifica", garantiu Lombardi.

Grupos radicais islâmicos têm exigido que o governo de raízes muçulmanas cancele a visita de Bento XVI. O governo não se curvou à pressão, mas o premier turco estará na Letônia participando de uma cúpula da Otan quando o papa desembarcar na Turquia.


AE-AP


Fonte: Agência Estado

Ataque contra editora de Bíblia mata três na Turquia


18/04/07 - 09:46


Istambul, 18 - Homens armados invadiram uma editora - alvo de protestos por distribuir Bíblias na Turquia - e mataram três pessoas, divulgou a agência estatal Anatólia. Um pessoa que teve a garganta cortada e outra que pulou do terceiro andar para escapar dos atacantes foram levadas a um hospital. Segundo a Anatólia, um desses feridos morreu no hospital.

Nacionalistas vinham protestando na frente da editora Zirve, na cidade de Malatya, acusando-a de proselitismo. Dois suspeitos teriam sido presos. Malatya é um bastião de nacionalistas na Turquia e cidade natal de Mehmet Ali Agca, o turco que baleou o papa João Paulo Segundo em 1981.


AE-AP


Fonte: Agência Estado

Serviço secreto da Alemanha Oriental espionou o papa

02/10/05 - 15:19


Berlim, 02 - O ex-serviço secreto da ex-Alemanha Oriental considerava o cardeal Joseph Ratzinger, o agora papa Bento XVI, um dos críticos mais perigosos ao comunismo e o espionou a partir de 1974, informou hoje a revista alemã Bild am Sonntag.

O semanário publicou extratos de uma grande quantidade de documentos que mostram que a polícia secreta, conhecida como Stasi, vigiou Ratzinger de perto por vários anos, coletando dados biográficos e informações de espionagem.

A amizade próxima de Ratzinger com o papa polonês João Paulo II - ao qual muitos poloneses creditam sua inspiração para enfrentar o comunismo - era considerado pela Stasi como particularmente perigosa.

"Desde meados da década de 1970, Ratzinger tem sido amigo próximo do ex-cardeal Wojtyla, para cujo papado trabalhou muito duro e que em 1980 lhe pediu para que organizasse o apoio da Igreja na Alemanha Ocidental aos acontecimentos revolucionários na Polônia", afirma um dos textos retirados dos arquivos, referindo-se aos protestos do sindicato Solidariedade contra os comunistas.

De acordo com os documentos publicados pela revista, os alemães orientais temiam que Ratzinger, nascido na Baviera, tivesse "uma influência cada vez maior na posição anticomunista da Igreja Católica, em especial na América Latina".


AE-AP


Fonte: Agência Estado